Os dados de desmatamento da Amazônia brasileira
mostram que quatro estados são os principais
responsáveis pela destruição da floresta: Pará,
Mato Grosso, Amazonas e Rondônia. Esses estados,
que abrigam 8% das florestas do mundo, foram
responsáveis por 88% da área desmatada na Amazônia,
segundo dados do PRODES 2023. Além disso,
enfrentam problemas como: aumento das ameaças
aos territórios indígenas, exploração de madeira ilegal
e impunidade nos crimes ambientais.
As ações de fiscalização do governo federal são
insuficientes para conter o avanço do desmatamento.
Diante desse cenário, é urgente fortalecer o envolvimento
e as capacidades de Organizações da Sociedade Civil
(OSC) e Populações Indígenas e Comunidades Locais
(IPLCs) locais e nacionais, para reduzir o desmatamento
e a degradação florestal na Amazônia brasileira,
contribuindo para um clima estável, a proteção
da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável.
O projeto Tecnologia para Proteger a Floresta, tem como objetivo contribuir para o uso sustentável da terra e apoiar para a redução da pressão dos mercados globais sobre as florestas, por meio do uso de imagens de alta resolução para a proteção e monitoramento dos seus territórios. Conta com o apoio do Ministério das Relações Exteriores da Noruega (MFA), representado pela Embaixada Real norueguesa, por meio da Iniciativa Internacional para o Clima e as Florestas da Noruega – NICFI, por meio de um fundo de pequenas doações, capacitação e orientação dos parceiros, apoio na gestão dos projetos e disseminação de informações estratégicas.
O projeto é executado pelo Instituto Centro de Vida (ICV), que é uma organização local da sociedade civil brasileira sem fins lucrativos (OSCIP), com sede em Mato Grosso, com mais de 30 anos de atuação nos biomas Amazônia e Cerrado e realiza parcerias com organizações locais para a execução da proposta. Responsabilidades do ICV.
Criar e gerenciar um fundo de pequenas doações para capacitar e ampliar
o uso de imagens de alta resolução entre OSCs e IPLCs para apoiar protocolos
de monitoramento direcionados a fatores
de desmatamento e degradação
na Amazônia brasileira;
Capacitar e orientar os parceiros no desenho e implementação de protocolos de
monitoramento usando imagens de alta resolução;
Apoiar os parceiros na elaboração, implementação e avaliação dos projetos apresentados;
Auxiliar na disseminação de informações estratégicas produzidas para os principais interessados
e atores relevantes que participam da discussão e implementação de políticas públicas e acordos
setoriais para deter o desmatamento e a degradação florestal.
Impacto esperado e principais resultados;
Potencializar a proteção dos territórios indígenas, reduzindo os impactos das queimadas e degradação das florestas.
Além disso, nosso apoio permitirá que IPLCs e OSCs construam capacidades técnicas e de gestão que podem ser úteis
para aplicar e gerenciar futuros projetos e participar de consórcios e redes institucionais.
As parcerias terão a duração de agosto de 2022 a agosto de 2025.
OSCs treinadas em geotecnologias e aplicação de protocolos de monitoramento para qualificar o desmatamento;
Disseminar resultados para as partes interessadas relevantes nos setores privado e público para exigir ações efetivas de combate ao desmatamento na Amazônia.
Brigadas treinadas no uso de imagens de alta resolução para combater incêndios florestais e prevenir a degradação florestal.
IPLCs mostrando maior capacidade de proteger seus territórios por meio de monitoramento e vigilância
IPCLs melhoraram seus meios de subsistência planejando e mapeando seus territórios com base em imagens de alta resolução.
Organizações da Sociedade Civil (OSC) e Populações Indígenas e Comunidades Locais
(IPLCs), selecionadas com base em sua experiência em ações locais, sua capacidade
de implementar atividades nos estados-alvo da Amazônia e potencial de suas atividades
propostas para gerar os impactos desejados através do uso de imagens de alta resolução.
APOIO:
REALIZAÇÃO:
ORGANIZAÇÕES IMPLEMENTADORAS:
A Planet é a líder em dados globais diários da Terra, com mais de 200 satélites que capturam imagens de todo o planeta. Seus dados de alta frequência ajudam empresas, governos e sociedade civil a tomar decisões de diversas áreas, como agricultura, silvicultura e mapeamento territorial.
Clique no botão ao lado e conheça o tutorial de acesso às imagens de satélite Planetscope, desenvolvido pelo Programa Internacional de Dados de Satélite, da (NICFC).
No vídeo, um passo-a-passo de como usar a ferramenta, explicado pelo analista de Geotecnologia do ICV, Lucas Néris.